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Nisomar Provenzano Faz Forte Crítica À Nova Tributação E Convoca União Do Empresariado Do Rio De Janeiro

O empresário Nisomar Provenzano, um dos nomes mais expressivos do setor produtivo do Rio de Janeiro, fez um pronunciamento contundente sobre as recentes decisões do governo federal referentes ao Imposto de Renda e à tributação de lucros e dividendos. Em vídeo divulgado em suas redes, Nisomar analisou a situação econômica do país e alertou para o impacto negativo que as novas regras trarão aos empreendedores, especialmente aqueles que sustentam a base da economia fluminense.

Segundo ele, o Brasil vive um ciclo em que, sob o discurso de proteção social, o governo acaba ampliando o peso tributário justamente sobre quem mantém a geração de empregos, movimenta a economia e cria oportunidades. A manutenção da cobrança de Imposto de Renda para cidadãos com renda de até R$ 5 mil, somada ao anúncio da tributação de lucros e dividendos — prática inexistente no país até 2025 —, representa, na visão do empresário, uma escolha equivocada que penaliza ainda mais o setor privado.

Nisomar destacou que a carga tributária brasileira já está entre as mais elevadas do mundo e que o empreendedor do Rio de Janeiro, em particular, enfrenta um ambiente de negócios desafiador, marcado por oscilações econômicas, insegurança jurídica e elevada burocracia. A nova tributação sobre lucros, portanto, funciona como um desincentivo direto para quem deseja investir, ampliar operações ou simplesmente manter suas atividades em funcionamento.

Para o empresário, a medida demonstra falta de sensibilidade governamental com quem realmente sustenta a economia. Ele ressalta que, enquanto o setor produtivo já arca com inúmeros impostos — federais, estaduais e municipais —, o governo opta por criar mais uma barreira financeira ao empreendedorismo, em vez de corrigir falhas estruturais ou buscar soluções equilibradas.

Em sua fala, Nisomar também abordou um tema pouco discutido no cenário político: o Imposto sobre Grandes Fortunas, previsto na Constituição Federal. Ele questionou por que esse tributo, que incidiria sobre patrimônios bilionários e grandes acumuladores de riqueza, nunca foi regulamentado. Para Nisomar, isso ocorre porque o imposto atingiria setores invisíveis da economia e pessoas que enriqueceram de maneira ilícita ou sem contribuição real para o país — e não os empresários que trabalham, investem e geram empregos todos os dias.

O empresário reafirmou que é injusto penalizar quem produz, enquanto assuntos estruturais permanecem engavetados. Ele apontou a necessidade de um debate amplo, transparente e corajoso sobre a forma como o Brasil lida com o dinheiro público, lembrando que o setor privado não pode continuar sendo a solução para a má administração estatal.

Com postura firme, Nisomar destacou que a tributação de lucros e dividendos coloca em risco a competitividade das empresas do Rio de Janeiro, que já enfrentam desafios específicos da capital e do estado, incluindo instabilidade econômica, custos elevados e falta de segurança jurídica. De acordo com ele, o desenvolvimento do Rio depende diretamente de um ambiente favorável ao investimento privado — algo que, segundo afirma, está sendo desmantelado pela atual política tributária.

Ao finalizar o vídeo, Nisomar Provenzano deixou um recado que reforça seu papel como articulador e liderança empresarial no estado:

“Conto com o apoio de todos os empresários.”

A frase ecoa como um chamado à mobilização. Para Nisomar, o momento exige união e posicionamento firme do empresariado fluminense para evitar o agravamento das condições de investimento e assegurar que o setor produtivo tenha voz em decisões que afetam diretamente o futuro econômico do Rio de Janeiro.