Ela destaca que quando a flacidez que não cede, é importante olhar para o músculo, não só para o colágeno
Neste fim de semana, a médica Isabel Martinez palestrou no Tech 4 Doctor. A cientista dividiu o palco com grandes nomes da dermatologia em um congresso onde a ciência esteve no centro — sem patrocínio da indústria e sem conflitos de interesse. É desse tipo de ambiente, técnico e honesto, que saem mudanças reais de conduta. No congresso para 200 médicos de várias especialidades que trabalham com laser —: em uma de suas palestras, ela mostrou que a relação entre sarcopenia e espessura da pele muda o jogo.
“Na sexta-feira, apresentei ciência com experiência na melhora da diástase do reto abdominal e da gordura visceral e subcutânea com a combinação de campo magnético de alta intensidade e radiofrequência. Quando tratamos profundidade e superfície com propósito — calibrando dose, indicação e segurança — não muda só a medida da cintura: postura, dor e funcionalidade também respondem. Isso não é milagre; é fisiologia aplicada”, esclarece.
A médica levou também um tema que, para ela, vira a chave do entendimento da flacidez: a espessura da pele e sua relação com a sarcopenia. “Em um mundo que caminha para um bilhão de mulheres na menopausa, a pergunta certa talvez não seja “qual creme falta?”, e sim: “quanto de músculo eu perdi?” Evidências recentes mostram que menos massa e força se associam a pele mais fina em várias regiões do corpo. Em linguagem direta: se o andaime cede, o revestimento sofre. Para buscar firmeza, olhar só para colágeno é ver meia história”, afirma.
Isabel Martinez compartilhou também sua vivência como médica e cientista em lipedema. “Os melhores resultados aparecem quando associamos tecnologias a um tratamento conservador bem-feito: movimento orientado, nutrição adequada, compressão, manejo da dor crônica e educação da paciente. O desfecho deixa de ser episódico e passa a ser sustentável: menos dor, menos volume, marcha melhor, mais autonomia. É estética? Também. Mas, antes de tudo, é qualidade de vida”.
Essa é a Visão CLIMEX®️: cuidar da mulher no climatério e na menopausa como um ecossistema de biologia feminina. Pele, músculo, fáscia, hormônios, sono, mente e nutrição conversam entre si o tempo todo. Diante da queixa de “flacidez”, meu raciocínio não termina no colágeno — ele começa na força, passa pela composição corporal e se apoia em hábitos possíveis, que dão lastro a qualquer tecnologia escolhida.
Para levar agora para a prática clínica, de acordo com a médica:
* Treino de força 2–4x/semana com movimentos básicos (agachar, puxar, empurrar, levantar).
* Proteína distribuída ao longo do dia, ajustada ao seu contexto.
* Sono e recuperação como parte do tratamento.
* Tecnologia com propósito (laser, radiofrequência, bioestimuladores) alinhada ao estado do tecido profundo — músculo ativo responde melhor.
* Métricas que importam: além de fotos, acompanhe força (preensão manual) e função.
Se você se reconhece nessa fase e quer um plano que respeite sua história e seus objetivos, vamos conversar. Quando unimos tecnologia certa, músculo ativo e hábitos consistentes, a pele responde — e a vida também.
Fecho agradecendo aos idealizadores do Tech 4 Doctor — Dr. Renato Soriani, Dra. Isabelle Wu e Dr. Rubens Pontello — pela curadoria corajosa e por colocarem a ciência em primeiro lugar.