
Durante muito tempo, o sucesso nas redes sociais foi medido por números. Curtidas, seguidores e vídeos virais viraram troféus digitais. Só que, na prática, muita gente cresceu em números e encolheu em relevância. Em 2026, isso fica cada vez mais evidente.
Para o estrategista de autoridade e posicionamento Ares Oliver, as redes sociais deixaram de ser palco para performance e passaram a ser espaço de conexão. “As pessoas não querem mais consumir personagens. Elas querem se conectar com o que é real”, afirma.
Ares defende que engajamento não nasce de truques, mas de intenção. Curtir, comentar, responder, conversar e se relacionar se tornaram ações estratégicas. “Engajamento é consequência de conexão. Quando o público sente que existe verdade, ele interage. Quando sente que é fake, ele ignora”, explica.
Essa mudança impacta diretamente os resultados. Empresários que constroem presença digital com estratégia atraem oportunidades mais qualificadas, fecham negócios com mais facilidade e criam confiança antes mesmo da primeira conversa. No mercado artístico, posicionamento influencia contratos, parcerias e a longevidade da carreira.
Atuando com empresário, figuras públicas e artistas, como o cantor e compositor MC Tikão, Ares observa que a maior virada acontece quando o foco deixa de ser viralizar e passa a ser construir narrativa. “Viralização pode até acontecer, mas não pode ser o plano. O plano precisa ser conexão, posicionamento”, diz.
Em 2026, o jogo muda porque o público mudou. As pessoas estão mais atentas, mais críticas e menos tolerantes a discursos vazios. Estratégia, hoje, não é aparecer mais. É aparecer com clareza, coerência e propósito.
No fim, quem entende que redes sociais são um espaço de relacionamento cresce com consistência. Quem insiste em parecer algo que não é, perde atenção, confiança e espaço.